O escritor Afonso Reis Cabral partilhou como foi recusado por uma editora de ver os seus livros editados no mercado estadunidense.
É neste contexto, em que são violentadas e assassinadas milhares de pessoas trans no mundo, que um autor português considera “hipersensível” a negação de mais uma edição de um livro que escreveu sobre o assassinato de uma mulher trans. Essa alegada hipersensibilidade cultural pode muito bem ser entendida na realidade como uma hipossensibilidade de Afonso Reis Cabral quando está perante um assunto tão complexo como a importância da representatividade na cultura e o impacto que esta tem na forma como são contadas as histórias e, mais que isso, como são percecionadas por quem as lê. Esta foi a ponderação assumida por uma editora perante a obra de Cabral e, imagino, de outras pessoas autoras. Como se a editora não tivesse ela própria o direito em se defender e tentar enquadrar a obra em causa no seu contexto social e cultural. Tal deve-se por aquela que o autor considera ser uma cultura de “hipersensibilidade” no meio literário. O escritor Afonso Reis Cabral partilhou como foi recusado por uma editora de ver dois dos seus livros traduzidos e editados no mercado estadunidense.
“Pão de Açúcar aborda o assassinato de Gisberta Junior, mulher brasileira trans que em 2006, foi encontrada sem vida no Porto, depois de ter sido agredida e ...
De recordar que em 2014, Afonso Reis Cabral ganhou o Prémio LeYa com o romance “O Meu Irmão”, traduzido em Espanha e publicado no Brasil e em Itália. A resposta em causa, descreveu Afonso como “um escritor muito talentoso”. Tanto mais que a rejeição tem quase dois anos.
Em 2019, Afonso Reis Cabral venceu o prémio José Saramago com o livro “Pão de Açúcar”. Há cerca de dois anos, tentou editar a sua obra no mercado ...
Segundo o que Afonso Reis Cabral conta ao “Observador”, a pessoa que lhe respondeu “demonstra preocupação com o facto de um homem, que se identifica como homem, escrever sobre uma mulher trans, e que portanto não tem lugar de fala para o fazer. Literatura não é nada disso.” O escritor acrescenta que “é evidente que uma mulher trans pode escrever sobre um homem que se identifica como um homem e vice-versa”. O mesmo aconteceu com “O Meu Irmão”, livro lançado em 2014 e onde uma das personagens tem Síndrome de Down.
Em 2019, Afonso Reis Cabral venceu o prémio José Saramago com o livro “Pão de Açúcar”. Há cerca de dois anos, tentou editar a sua obra no mercado ...
Segundo o que Afonso Reis Cabral conta ao “Observador”, a pessoa que lhe respondeu “demonstra preocupação com o facto de um homem, que se identifica como homem, escrever sobre uma mulher trans, e que portanto não tem lugar de fala para o fazer. Literatura não é nada disso.” O escritor acrescenta que “é evidente que uma mulher trans pode escrever sobre um homem que se identifica como um homem e vice-versa”. O mesmo aconteceu com “O Meu Irmão”, livro lançado em 2014 e onde uma das personagens tem Síndrome de Down.
Obras de Afonso Reis Cabral foram rejeitadas no mercado americano pela "hipersensibilidade". O autor já se manifestou e diz que a razão é a de ter escrito ...
O mesmo já havia acontecido com O Meu Irmão, em 2014, onde uma das personagens tem Síndrome de Down. Em 2019, Afonso Reis Cabral venceu o prémio José Saramago com o livro Pão de Açúcar. Obras de Afonso Reis Cabral são rejeitadas pelo mercado nos EUA e o motivo, na opinião do escritor, está relacionada com a cultura de “hipersensibilidade” naquele meio literário.