Von der Leyen está na segunda metade do seu mandato e já teve dois momentos que marcam a sua presidência: a epidemia da covid-19 e a invasão Rússia à ...
É aí que a Comissão Parlamentar decide, por unanimidade, solicitar a presença da Presidente da Comissão para responder porque se intrometeu no processo, apagou as mensagens trocadas com Albert Bourla, e outras questões relacionadas com as encomendas das vacinas. Para tornar ainda mais opaca a questão, o CEO da Pfizer, por duas vezes, não comparece na Comissão Parlamentar: da primeira vez envia uma Diretora, da segunda pura e simplesmente manda dizer que a Pfizer não tem nada a acrescentar. Em Abril de 2021, o New York Times publica que, depois de problemas com entregas da AstraZeneca, a Presidente da Comissão decidiu chamar a si a condução do processo, e que durante um mês negociou pessoalmente por SMS com o CEO da Pfizer, Albert Bourla. Veja-se a sobranceria da resposta da vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Transparência, a checa Vera Jourová: «os SMS são documentos com uma vida curta, efémera, que não são arquivados e, consequentemente, não estão na posse da Instituição por não se encontrarem na sua esfera de responsabilidade». A maior encomenda foi, de longe, a feita à Pfizer: um total de mil e oitocentos milhões de vacinas (novecentos milhões com uma opção doutros novecentos milhões), num valor que se estima em 35 mil milhões de euros. Desde o início do seu mandato, em 2019, que a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem mantido um ‘flirt’ com o Parlamento Europeu.