A direção do Público suspendeu preventivamente e instaurou um processo disciplinar ao jornalista Vítor Belanciano. Em causa está a suspeita da prática, ...
E com um renovado pedido de desculpas aos nossos leitores por esta lamentável história ter acontecido nas páginas do nosso jornal”, conclui o Público. O que se acreditava ser uma falha deontológica incidental transformou-se num quadro de incumprimento reiterado dos deveres éticos de um jornalista”, prossegue o jornal liderado por Manuel Carvalho [Em causa estava um texto publicado na edição de 18 de setembro, que plagiava de forma inequívoca um artigo do El País de 27 de julho](https://www.publico.pt/2022/09/18/opiniao/opiniao/sociedade-avaliacao-continua-2020974)“, escreve o Público.
A Direcção Editorial do PÚBLICO dá nota dos últimos desenvolvimentos na sequência de um caso grave de plágio no jornal.
Sobre esse incidente, a Direcção do PÚBLICO assumiu as suas responsabilidades e pediu desculpas aos leitores, mas considerou que, “mesmo sendo difícil de conceber como foi possível que um jornalista prestigiado e com uma longa carreira tenha cometido este erro, a verdade é que os jornalistas, mesmo os melhores, falham”. A mesma prática, com o mesmo jornalista, que tinha sido objecto de uma denúncia à DE e ao Provedor do Leitor, havia já sido reconhecida, lamentada e condenada. A Direcção Editorial (DE) do PÚBLICO teve conhecimento neste fim-de-semana de novas situações que configuram a prática de plágio por um dos seus jornalistas.
A situação motivou mesmo dois textos do provedor do leitor, da publicação, José Manuel Barata-Feyo, em 1 de outubro (“Plágio”) e 08 de outubro (“A coluna do ...
O que se acreditava ser uma falha deontológica incidental transformou-se num quadro de incumprimento reiterado dos deveres éticos de um jornalista”. Não havendo antecedentes, sendo a falha grave assumida pelo jornalista, a DE considerou que a exposição pública do plágio era condição bastante para que o jornal pudesse assumir as suas responsabilidades éticas e preservar o seu contrato de confiança com os leitores”. A situação motivou mesmo dois textos do provedor do leitor, da publicação, José Manuel Barata-Feyo, em 1 de outubro (“Plágio”) e 08 de outubro (“A coluna do provedor não é um Pelourinho”)
A direção do jornal “Público” “decidiu suspender a atividade redatorial do jornalista Vítor Belanciano”, acusado de plágio reiterado.
Com efeito, a DE começou por recordar que “assumiu as suas responsabilidades [pelo caso de 18 de setembro] e pediu desculpas aos leitores, mas considerou que, mesmo sendo difícil de conceber como foi possível que um jornalista prestigiado e com uma longa carreira tenha cometido este erro, a verdade é que os jornalistas, mesmo os melhores, falham. Com efeito nas redes sociais, concretamente na Facebook, a jornalista Joana Fillol, a autora daquela denúncia, tem várias publicações sobre este assunto, em que começou por questionar o Público sobre o plágio feito por Vitor Belanciano, “em texto publicado na edição de 18 de Setembro, que plagiava de forma inequívoca um artigo do “El País” de 27 de Julho”, para citar a DE da publicação. Adiantou ainda que esta prática de plágio, “com o mesmo jornalista, que tinha sido objeto de uma denúncia à DE (direção editorial) e ao Provedor do Leitor, havia já sido reconhecida, lamentada e condenada”.
A direção editorial do jornal Público decidiu suspender a “atividade redatorial” do jornalista Vítor Belanciano após várias acusações de plágio.
- PUB Quem escrutina tem o dever de conviver bem com o escrutínio. Somos o único jornal nacional que dispõe de um provedor para acolher todas as queixas dos seus leitores. “O que se que se acreditava ser uma falha deontológica incidental transformou-se num quadro de incumprimento reiterado dos deveres éticos de um jornalista”, refere a mesma nota. No fim da nota, a direção editorial destaca que o “Público é, e pretende continuar a ser, uma referência do jornalismo português em matéria de ética e deontologia. Durante o último fim-de-semana, Dora Santos Silva, professora auxiliar da Nova FCSH e coordenadora do Obi.Media – Observatório de Inovação nos Media, partilhou no Facebook mais exemplos de plágio.